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Coisas da vida da mulher brasileira e da politica nacionalizada.
domingo, setembro 05 2010 - 04:17
Extraído do Vermelho:
Às vezes, a melhor análise política não está em grandes reportagens nem em artigos de especialistas. Está nas pequenas matérias escondidas no meio do jornal. É o caso desta entrevista com a dona Neusa da Silva, eleitora de Dilma, publicada na edição deste domingo (5) do Jornal da Tarde (SP). A diarista que mora em São Paulo conseguiu, com quatro respostas curtas, desmontar completamente os argumentos que a imprensa golpista e a oposição insistem em lançar contra a candidata Dilma.
Neusa da Silva Chaves, 47 anos, nasceu em Aracatu, na Bahia. Ela e outros dez irmãos foram criadas na roça – o sustento da família sempre veio da terra. Era tanto trabalho que não havia tempo para estudo. “Pra bem dizer a verdade, só fiz o primeiro ano”. Em 1989, com dois filhos pequenos e grávida de mais um, decidiu arriscar a sorte em São Paulo. No dia 3 de outubro, Neusa vai votar em Dilma Rousseff (PT) à Presidência.
Na família de Neusa todo mundo trabalha. Como diarista, lava, passa e cozinha em seis ou sete casas por semana. Seus filhos formam escadinha: Renata, 20 anos; Reinaldo, 19 e Rodrigues, . “Estão todos trabalhando em escritório. Mas, se Deus quiser (Neusa é religiosa e devota de Nossa Senhora), começam faculdade ano que vem.” Renata quer se formar em enfermagem; Reinaldo em Administração e Rodrigues quer ser engenheiro. “Eles até me ajudam quando tenho que ler alguma coisa que ainda não consigo.” O sonho de Neusa é ver os filhos formados – e a sensação de que eles podem conseguir algo que ela sequer sonhou é a base da opção eleitoral. “Não podia imaginar que veria meus três filhos estudando e prestes a entrar em universidade. Acho que isso acontece porque o País melhorou com o Lula”.
Mas o candidato não é o Lula, dona Neusa. “Eu sei, mas eles estão juntos, não é?”. E o fato de Dilma ser mulher, influencia o voto? “Isso, não. Pra mim não tem importância se é homem ou se é mulher”. Embora não se beneficie de programas sociais do governo (como Bolsa Família), Neusa acha que eles são importantes e devem continuar. “Eu não uso, mas conheço gente que precisa deles.”
Neusa pouco sabe sobre denúncias de corrupção ou a violação do sigilo fiscal de tucanos, que supostamente envolveria nomes ligados ao PT. Aliás, Neusa não identifica Lula ou Dilma como sendo do PT, mas políticos em que ela confia. Expressões como “gente como a gente” e “cara boa” fazem parte do discurso dela.
Por que Neusa não vota no Serra? Ela diz que “não vai com a cara” e não tem nenhuma empatia com ele. “Não acredito naquilo que ele fala”. Neusa ainda diz que não gostou do tucano como prefeito nem como governador. “Eu não sou, nem minha família é, bem atendida em posto de saúde. Outra coisa, eu pego ônibus todo dia – e todo dia tenho que ficar em pé, não tem lugar e é apertado”.
ENTREVISTA
JT – A senhora acha que a Dilma tem experiência política? A candidata não depende muito do Lula?
Neusa- Ela é como a gente. Acho que ela pode aprender como ser uma boa presidente. Ela vai se virar bem sem o Lula.
JT – E o passado dela? Ela participou da luta armada…
Ah, meu filho, isso não interessa muito, não. Além do mais, faz tanto tempo. E acho também que as pessoas mudam.
JT – A história do Mensalão do PT não incomoda a senhora? E ela ter o apoio do Zé Dirceu, do Sarney, do Collor…
Acho que todos os políticos são a mesma coisa (ri). Quem fez coisa errada tem que pagar e pronto. Agora, vai dizer que só tem gente boa do lado do Serra?
JT – E essa história da quebra de sigilo na Receita Federal?
Isso aí, não sei. Mas imposto é segredo? Achei que não era, que todo mundo sabia.
JXDfjzCnGGrIdJpXm
domingo, setembro 05 2010 - 06:29
doors.txt;1
Paulo Novaes
sábado, setembro 04 2010 - 04:18
vivite meu blog:paulonovaesdasilva.blogspot.com.br
TeENTATIVA DE GOLPE DE JOSÉ SERRA NÃO PEGA NEM NA TV VENDIDA AO PSDB
sábado, setembro 04 2010 - 10:44
Blog
Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder
08h19 - 04/09/2010
“Receitagate” foi ineficaz para José Serra na TV
Propaganda do tucano já foi vista por quase metade dos eleitores
Estratégia de usar quebra de sigilos contra Dilma não deu certo
A manutenção do cenário eleitoral na disputa presidencial tem a ver com o fracasso, por enquanto, da estratégia do PSDB em tentar usar o escândalo da quebra de sigilos fiscais contra o PT.
Não se trata aqui de fazer juízo de valor a respeito do episódio em si –um crime sórdido e possivelmente cometido pela maneira frouxa como a Receita Federal tem sido administrada.
Mas do ponto de vista estritamente eleitoral, a estratégia tucana não funcionou. Houve um bombardeio na cabeça do eleitor sobre o já chamado “receitagate”: o fato de tucanos e a filha de José Serra terem tido seus sigilos fiscais violados criminosamente.
Serra quase só fala disso em entrevistas e em suas propagandas eleitorais em rádio e TV. Foi assim durante toda a semana. Mas na sexta-feira, dia 3 de setembro, uma pesquisa nacional Datafolha concluiu que Dilma Rousseff (PT) tem 50% contra 28% de José Serra (PSDB). Aqui, todas as sondagens anteriores.
Justamente na semana em que os tucanos mais usaram o “receitagate” em seus programas eleitorais a diferença entre Dilma e Serra oscilou de 20 para 22 pontos no Datafolha --uma oscilação favorável a Dilma, mas dentro da margem de erro da pesquisa.
É possível que essa estratégia serrista venha ainda a funcionar até o dia 3 de outubro? Se o caso continuar circunscrito ao que já se sabe, possivelmente o efeito seja muito limitado no resultado final da eleição. O fato de um petista de baxíssimo escalão ter sido um dos que requereu fradulentamente a delcaração de IR da filha de Serra não atinge diretamente a Dilma. Nesse caso, o mais provável é que o PT absorva o impacto negativo, blindando sua candidata ao Planalto.
Até porque a massa mais interessada no processo eleitoral já tomou conhecimento do tema de alguma forma --e não reagiu a favor do tucano. O Datafolha apurou que 51% dos eleitores já assistiram a alguma propaganda eleitoral. A parcela mais bem informada da população (quem tem paciência para assistir ao programa eleitoral) é supostamente a que está mais propensa a se indignar com o “receitagate”. Mas não foi o que se passou.
Eis os dados da audiência do horário eleitoral até agora:
Outro dado relevante e que talvez indique um erro de estratégia de Serra é a aprovação do horário eleitoral de cada candidato. Desde o início da propaganda, o programa da petista tem sido aprovado por quase o dobro de eleitores na comparação com o do tucano. Ou seja, falar do “receitagate”, por enquanto, não tem funcionado como deseja o PSDB. Eis os dados do Datafolha:
Aécio faz dossiê e Serra acusa o PT
sábado, setembro 04 2010 - 08:23
O caso do suposto dossiê
Luis Nassif
À primeira vista, não fazia lógica a história da divulgação do suposto dossiê contra a filha de José Serra, que estaria sendo armado pelo PT.
Primeiro, por ser inverossímil. Com a campanha de Dilma Rousseff em céu de brigadeiro, à troco de quê se apelaria para gestos desesperados e de alto risco, como a divulgação de dossiês contra adversários? Se a campanha estivesse em queda, talvez.
Além disso, os dados apresentados pela Veja, repercutidos pelo O Globo, eram inconsistentes. Centravam fogo em Luiz Lanzetta, que tem uma assessoria em Brasília que serve apenas para a contratação de funcionários para a campanha de Dilma – assim como Serra se vale da Inpress e da FSB para suas contratações.
Serra atacou Lanzetta, inicialmente, através de parajornalistas usualmente utilizados para a divulgação de dossiês e assassinatos de reputação. Só que há tempos caíram no descrédito e os ataques caíram no vazio. Serviram apenas como aviso.
Aí, se valeu da Veja que publicou uma curiosa matéria em que dava supostos detalhes de supostas conversas sobre supostos dossiês, mas nada falava sobre o suposto conteúdo do suposto dossiê.
Até aí, é Veja. Mas os fatos continuaram estranhos.
Há tempos a revista também caiu em descrédito tal que sequer suas capas são repercutidas pelos irmãos da velha mídia. Desta vez, no entanto, entrou O Globo, inclusive expondo a filha de Serra – como suposto alvo do suposto dossiê. Depois, o próprio Serra endossando as suposições, em um gesto que, no início, poucos entenderam. A troco de quê deixaria de lado o «Serra paz e amor» para endossar algo de baixa credibilidade, em uma demonstração de desespero que tiraria totalmente o foco da campanha?
Havia peças faltando nesse quebra-cabeças. Mas os bares de Brasília já conheciam os detalhes, que acabaram suprimidos nesse festival de matérias e editoriais indignados sobre o suposto dossiê.
A história é outra.
Quando começou a disputa dentro do PSDB, pela indicação do candidato às eleições presidenciais, correram rumores de que Serra havia preparado um dossiê sobre a vida pessoal de seu adversário (no partido) Aécio Neves.
A banda mineira do PSDB resolveu se precaver. E recorreu ao Estado de Minas para que juntasse munição dissuasória contra Serra. O jornal incumbiu, então, seu jornalista Amaury Ribeiro Jr de levantar dados sobre Serra. Durante quase um ano Amaury se dedicou ao trabalho, inclusive com viagens à Europa, atrás de pistas.
Amaury é repórter experiente, farejador, que já passou pelos principais órgãos de imprensa do país. Passou pelo O Globo, pela IstoÉ, tem acesso ao mundo da polícia e é bem visto pelos colegas em Brasília.
Nesse ínterim, cessou a guerra interna no PSDB e Amaury saiu do Estado de Minas e ficou com um vasto material na mão. Passou a trabalhar, então, em um livro, que já tem 14 capítulos, segundo informações que passou a amigos em Brasília.
Quando a notícia começou a correr em Brasília, acendeu a luz amarela na campanha de Serra. Principalmente depois que correu também a informação de um encontro entre Lanzetta e Amaury. Lanzetta jura que foi apenas um encontro entre amigos, na noite de Brasília. Vá se saber. A campanha do PT sustenta que Lanzetta não tem nenhuma participação na campanha.
Seja como for, montou-se de imediato uma estratégia desesperada para esvaziar o material. Primeiro, com os ataques iniciais a Lanzetta, que poucos entenderam o motivo: era uma ameaça. Depois, com a matéria da Veja.
A revista foi atrás da história e tem, consigo, todo o conteúdo levantado por Amaury. Curiosamente, na matéria não foi mencionado nem o nome da filha de Serra, nem o do repórter Amaury Ribeiro Jr. nem o conteúdo do suposto dossiê.
O Globo repercutiu a história, dando o nome da filha de Serra, mas sem adiantar nada sobre o conteúdo das denúncias – medida jornalisticamente correta, se fosse utilizada contra todas as vítimas de dossiês; mas só agora lembraram-se disso.
Provavelmente Veja sairá neste final de semana com mais material seletivo do suposto dossiê. Mas sobre o conteúdo do livro, ninguém ousa adiantar.
A campanha do Serra ta jogando o time politico e as equipes da imprensa na fogueira porque as mentiras não colam mais.
sábado, setembro 04 2010 - 08:17
O horário eleitoral gratuito do jenio, nesta quinta feira, foi um exercício em forma de ódio.
O jenio veio após o programa da Dilma e o contraste é devastador.
Serra respira PiG (*).
Explora a filha e o sigilo fiscal para denunciar o que o TSE não considerou um crime.
É o crime sem cadáver.
O Serra caiu nos braços do Eduardo Jorge – triste fim.
O interessante no programa odiento do jenio é o sistema de realimentação entre o PiG (*) e as “denúncias”.
O Serra não prova nada.
Não tem um grama de evidências.
As “provas” saem do PiG (*): a Folha (**) e o Estadão, que lá em Marechal, na ZN, o pessoal pensa que é um estádio de futebol.
O que sustenta a plataforma do ódio é o PiG (*).
O Serra é movido a PiG (*).
Só tem um problema.
O jenio jogou a tv globo, a cultura, o sbt, a rede tv e a bandeirantes no (*) numa aventura suicida.
O PiG (*) jogou todas as fichas, sua credibilidade, o destino comercial na candidatura do Serra e agora, muito tarde, descobriu que apostou num cavalo manco, como diz o Nassif.
No dia 4 de outubro, o jenio terá um fim melancólico.
Será um fósforo queimado.
E o PiG (*) vai ter que sobreviver.
Pagar as contas, o 13º., as férias remuneradas, dar bonificação de volume – e o Serra ?
Cadê o Serra ?
O jenio vai sumir na casa do Preciado em Trancoso ?
Isso não vai sair barato.
O PiG (*) vai à forra.
E o Serra vai pagar o preço da desmoralização do PiG (*).
Quando o Amaury publicar o livro dele, o PiG (*) vai invocar a defesa dos mais nobres princípios do Jornalismo e descer a lenha no coveiro, o jenio.
O PiG (*) vendeu a alma pelo Serra.
Isso não vai sair assim, de graça.
Os interesses do PiG (*) são permanentes.
Os do Serra, leves como a pluma – branca de ódio.
José Serra e seus cumplices, com todas as mentiras levantadas levianamente estão beirando a falencia politica. Isso é ótimo para o Brasil.
Depois de prender e cassar Maluf Protógenes quer mudar campanha
sexta-feira, setembro 03 2010 - 03:26
Como se sabe, além de prender Daniel Dantas duas vezes (e Gilmar Dantas (*) mandar soltá-lo duas vezes, em 48 horas, com o famoso “HC canguru”) , o ínclito delegado Protógenes Queiroz prendeu Paulo Maluf e o filho.
Depois, a Interpol fez o que os sistemas Judiciário e Policial brasileiros jamais souberam (ou quiseram) fazer: impedir que Maluf ponha os pés em qualquer ponto do planeta Terra.
Protógenes conseguiu cassar a candidatura de Maluf no TRE – clique aqui para ler.
Se eleito, Maluf pode ser cassado lá adiante, como Heráclito Fortes no Piauí, Roriz em Brasília, Jader Barbalho no Pará - gente de primeiríssima.
Em troca, Maluf conseguiu na Justiça retirar da propaganda eleitoral de Protógenes – ele é candidato a deputado federal pelo PC do B, em São Paulo – qualquer menção à prisão de Maluf.
Agora, Protógenes tenta retirar a campanha de Maluf do ar.
Seria uma medida de Saneamento Básico.
Redação
sexta-feira, setembro 03 2010 - 03:10
Contam os mais antigos que a fazenda seminário pertencia a ''sete padres'' que nos tempos que o governo do estado baixou a derrama de impostos venderam as propriedades,mas, antes diso, por causa da separação da propriedade os padrew entraram em conflito, e antes de vender brigaram ente si, sendo que alguns abandonaram as terras...
Do desmembramento da Fazenda Seminário surgiram os sitios que ao longo dos tempos foram loteados e transformados em bairros
. O Jardim Pery, por exemplo, ganhou nome de sitio guaraú, por causa da espécie de peixe, muito abundante no córrego que desce desde os contrafortes da serra da cantareira ao baixo do cabuçu entre os bairros Jardim Pery, Vila Continental, Dionisia e etc........
A Fazenda Seminário compreendia-se em terras que estendiam-se das margens do Rio Tietê até a divisa da cidade de São Paulo com Guarulhos. Era uma vasta área de terra.
Para um bom entendedor, não é difícil de entender que a posse de terras por parte de padres aqui na zona norte, assim como em todo o território nacional. Tem ligação com os tempos do decreto das capitanias hereditárias..lei que dividiu o Brasil em dez faixas de terras e divididas entre dez grandes famílias de fidalgos.....
Robinson Dias
jailson
sexta-feira, setembro 03 2010 - 01:02
queria saber tudo sobre a antiga fazenda seminario que hoje se encontra totalmente destruida quem foi o primeiro dono dessa fazenda ?
SAIBAM Os objetivos da nova conspiração DO PEDB
quinta-feira, setembro 02 2010 - 05:40
Nesta quarta-feira, dia 1º, a coligação de José Serra (PSDB, DEM, PPS) ingressou com pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo alegado é o da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao grão- tucano. Desesperado com a queda vertiginosa nas pesquisas, a direita quer implodir a eleição presidencial. Rechaçado pela sociedade, Serra tenta evitar sua derrota no tapetão, envolvendo o TSE numa trama golpista.
Nesta tramóia antidemocrática, o comando serrista conta com o respaldo da mídia tradicional. A ação encaminhada à Justiça está baseada nos factóides difundidos pela revista Veja e pelo jornal Folha de S.P. Ela acusa a candidata pela “prática ilegal de quebra de sigilo fiscal” e “abuso de poder”, mas não apresenta qualquer prova concreta para sua acusação leviana. Mesmo assim, colunistas da mídia, como Merval Pereira, Carlos Nascimento e outros, amplificam as calúnias.
A quem interessa a quebra de sigilos?
A ação golpista já foi rechaçada, como veemência, por Dilma Rousseff. Ela garantiu que nem ela nem seu comando de campanha estão metidos na quebra de sigilos. Também solicitou apuração rigorosa do nebuloso episódio, com a punição dos culpados. Incisiva, Dilma condenou a postura irresponsável do comando serrista. Conforme argumentou, quem tem interesse em tumultuar a eleição, com quebra de sigilos e dossiês, é a oposição demotucana, que definha nas pesquisas.
Inúmeros fatos confirmam esta leitura. O sigilo da filha de José Serra, por exemplo, foi quebrado em setembro de 2009. A própria Receita Federal apurou o crime num inquérito administrativo, numa prova de total transparência. Os factóides da mídia agora têm, portanto, evidente interesse eleitoreiro. O deputado Brizola Neto chega a levantar a suspeita que essa operação criminosa é “armação” dos tucanos. “Sabemos que eles são capazes disso e, depois do que já vimos na campanha de Serra, não se pode ter dúvidas de que possam apelar para este tipo de ação”.
Os objetivos da nova conspiração
O golpismo da aliança Serra/Mídia tem, basicamente, dois objetivos. O primeiro é aterrorizar os eleitores, principalmente da classe média, empurrando a eleição para o segundo turno. Até agora, porém, a manobra não surtiu efeito. O tracking da IG-Band-Vox, que acompanha diariamente a reação dos eleitores aos chamados “fatos novos”, mostrou ontem que Dilma ampliou a vantagem (51% a 25%), sinalizando que o estardalhaço da mídia demotucana sobre a quebra do sigilo não pegou.
O segundo objetivo, tramado pelos setores mais fascistóides da coligação de Serra, é implodir a eleição. Já que não dá para ganhar nas urnas, tentam envolver o STF na trama golpista, cassando a candidatura de Dilma Rousseff. É improvável que o tribunal cometa esta loucura, que colocaria o país em polvorosa. Mesmo assim, é bom ficar em estado de alerta. Nada como uma intensa mobilização, nas ruas e na luta de idéias, para barrar qualquer maluquice golpista.
Ensinamentos do nefasto episódio
Para finalizar, vale refletir sobre os ensinamentos deste episódio. Em primeiro lugar, fica patente que a direita não suporta a democracia. Ela só serve quando é funcional para seus interesses – foi assim no golpe de 1964, é assim hoje. Nesse sentido, a tentativa de cassar a candidatura de Dilma Rousseff desmascara os tucanos, que ainda enganam muita gente com a sua falsa retórica sobre a democracia. Os tucanos representam a nova direita brasileira; são os neo-udenistas.
Além disso, o caso escancara o verdadeiro papel da mídia hegemônica. Ela sempre foi golpista e sempre será. No caso das emissoras de TV e rádio, elas usam um bem público, uma concessão, para atentar abertamente contra a democracia. Seus colunistas abusam da propriedade cruzada, destilando veneno em programas de rádio, televisão, em jornais, revistas e internet. Seria muito útil que a eleição de 2010 servisse para mostrar a urgência do novo marco regulatório no setor, que enfrente a concentração e estimule a diversidade e a pluralidade informativas.
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